A revitalização da hidrovia quer transformar o rio em rota de escoamento de grãos e impulsionar a economia do Piauí.
As obras para tornar o Rio Parnaíba navegável devem começar ainda em 2026, com investimento estimado em R$ 995 milhões. O projeto prevê a revitalização de mais de 900 quilômetros da hidrovia, ligando o sul do estado, o principal polo agrícola do Piauí, ao litoral, com o objetivo de escoar a produção de grãos e reduzir custos logísticos no transporte de cargas.
A execução ficará a cargo da Companhia Porto Piauí, que passou a administrar o trecho navegável após a transferência da competência pela União em maio de 2025. Os recursos virão dos royalties da privatização da Eletrobras e serão aplicados em fases progressivas, com estudos técnicos e ambientais já em andamento.
Um antigo sonho de navegabilidade
O desejo de tornar o Rio Parnaíba navegável não é novo. No fim dos anos 1980, durante o segundo mandato do ex-governador Alberto Silva, o projeto conhecido como “Barca do Sal” buscou viabilizar o transporte fluvial entre o interior e o litoral piauiense. Porém, o assoreamento do rio, o desmatamento das margens e a falta de continuidade na manutenção inviabilizaram a iniciativa, que acabou abandonada.
Escoamento de grãos
Agora, com um novo projeto, o governo estadual aposta na recuperação da hidrovia como alternativa logística e ambientalmente viável, que deverá integrar o transporte fluvial à cadeia de produção agrícola do estado.
Quando concluída, segundo estudos da Companhia Porto Piauí, a hidrovia permitirá o tráfego de embarcações com até 90 metros de comprimento e 16 metros de largura, capazes de transportar 2,1 mil toneladas por viagem, o equivalente a 50 caminhões bi-trem.
De acordo com estimativas da Companhia , em até três anos de operação o sistema poderá escoar entre 4 e 5 milhões de toneladas de grãos por ano, beneficiando produtores e cooperativas do sul do Piauí.



